O anti-capitalismo: do NPA a Syriza, de Syriza aos Verdes e ao PSOE
ELEIÇÕES NO ESTADO ESPANHOL: NÃO AOS ACORDOS DE PODEMOS COM OS PSOE
Nos apoiando nos movimentos de luta, vamos por uma posição estratégica, operária e de esquerda contra o frentepopulismo
Lionel Zivals
A vitória das candidaturas impulsionadas por Podemos no Estado espanhol: Barcelona em Comú, Ada Colau, bem como Carmena em Madrid (Agora Madrid conseguiu eleger um vereador a menos que o PP, mas governará com o apoio do PSOE), foram recebidas pelo anti-capitalismo global (incluindo Argentina) como uma grande vitória. Leituras mais "esquerdistas" pintam estes frentes integrados por Podemos, os restos de Esquerda Unida e do PSOE e de outros partido como Equo e os Verdes, como governos "em disputa", que poderiam decantar a revolução ou a contrarrevolução, dependendo do pressão popular. Este é o discurso da Colau: "Não me deixe sozinho, porque uma coisa é vencer e a outra é governar" (EFE, 13/6). Pelo contrário, estas formações são uma desnaturalização conservadora de movimentos de luta. Deve-se notar essa contradição para construir uma oposição operária e de esquerda a esses governos populistas contra a sua recusa de enfrentar os principais inimigos da classe operária: a União Europeia imperialista, o PSOE e o PP.



