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jueves, 17 de diciembre de 2015

ARGENTINA: POR UMA FRENTE ÚNICA CONTRA MACRI (JUAN MARINO)

Publicamos artigo de Juan Marino, pelo Comitê Central da Tendência Piqueteira Revolucionária (TPR), escrito especialmente para Causa Operária

Por uma frente única contra Macri

Mauricio Macri, novo presidente eleito da Argentina, deixou claro seu caráter golpista desde o momento em que tomou posse. Já tivemos cinco golpes de Estado desde o dia 10 de dezembro. O golpe judicial contra Cristina Fernández de Kirchner, em que a justiça designou como presidente do País durante 12 horas o presidente provisório do Senado, do partido de Macri, diante da falta de um acordo sobre a forma como ocorreria a cerimônia de passagem do mandato.

Outro golpe judicial aconteceu contra o Memorando de Entendimento entre a Argentina e o Irã relativo ao caso do atentado contra a AMIA (associação judaica atacada em 1994 com um carro bomba, com 85 vítimas fatais): Macri desistiu de apelar contra sentença da justiça que bloqueou o Memorando votado no Congresso da Nação, quando a política externa deveria ser votada no Parlamento.

Também levou adianta um golpe intervindo nos órgãos reguladores dos meios de comunicação e de telecomunicações, criados por leis votadas no Congresso. Isso está tendo lugar no marco de que Macri decidiu não convocar sessões extraordinárias do parlamento, mas instalar um estado de exceção baseado em decretos presidenciais de necessidade e urgência: é o quarto golpe. O quinto foi nomear dois juízes da Corte Suprema por decreto.Por meio de decretos, nomeou juízes para a Corte Suprema, eximiu capitalistas agrários do pagamento de impostos, e se prepara para impor uma iminente desvalorização do câmbio. Esse estado de exceção está a serviço de desenvolver uma orientação abertamente pró-imperialista.

Macri não tem legitimidade para impor sua política: pode ser isolado e derrotado

Esse regime de exceção, golpista, surgiu porque Macri não tem legitimidade suficiente para impor sua política e busca construí-la a partir da presidência. Seus próprios sócios na Cambiemos, frente com a qual venceu as eleições, criticaram-no publicamente por não convocar sessões extraordinárias do Parlamento. No dia da posse houve uma manifestação muito fraca em seu apoio, muito menor do que marcha do dia anterior que encheu a Praça de Maio durante o último dia do governo de Cristina Kirchner. Mesmo os jornalistas do Clarín se viram obrigados a reconhecer, publicamente, que o PRO (partido de Macri), não é ainda um partido nacional com uma estrutura militante.

Apenas duas das 24 províncias da Argentina são governadas pelo PRO. No Senado, o kirchnerismo ainda tem maioria, entre os deputados, o PRO precisa necessariamente de um acordo com os deputados de Sergio Massa (da Frente Renovadora, ruptura pró-imperialista e direitista do kirchnerismo), e até da prória Frente para a Vitória (de Cristina Kirchner e seu candidato, Daniel Scioli).

Quase 50% da população votou contra Macri no segundo turno: as bolsas caram no dia seguinte porque a diferença foi menor que o esperado. As lutas operárias e populares seguem se desenvolvendo: ocupações por moradia, lutas contra demissões e mobilizações por um bônus salarial de fim do ano percorrem a Argentina. A situação é mais pré-revolucionária do que nunca e existe a possibilidade política de impedir que seja fechada pela direita, buscando-se uma frente única para isolar e boicotar Macri, o triunfo das lutas em curso e a luta por uma greve geral.

Não ao pacto Scioli-Macri. Exigimos que Cristina rechace qualquer acordo com o PRO.

O PRO sabe que não conta com sua proporia força para aplicar sua política e por isso tenta alinhar atrás de si o conjunto da oposição. No dia 11 de dezembro convocou uma reuniãoo entre todos os candidatos à presidência. Compareceram Massa, Stolbizer e Rodríguez Saá, que apoiaram Macri no segundo turno. Mas também compareceu Scioli, que fez campanha contra o ajuste e a desvalorização macrista, e declarou que se colocava à disposição do governo.

Já foi anunciado que Scioli acompanhará o PRO a recorrer aos EUA para ajudá-lo a endividar o País para enfrentar a quebra do Banco Central. Assistimos ao pacto Scioli-Macri. Ao mesmo tempo, A Câmpora convocou uma mobilização para o Congresso para o dia 17 de dezembro, contra a nomeação de juízes para a Corte Suprema por decreto - o Partido Justicialista vinculado a Scioli anunciou que não participará. No dia 10 de dezembro, dia da posse, houve também um protesto das Mães da Praça de Maio contra Macri. A Cristina, que em 9 de dezembro encheu a Praça de Maio com 700 mil pessoas que cantavam contra a direita, ainda não se pronunciou contra esse pacto. Em seu discurso, nessa marcha, chamou a não desenvolver um argentinaço contra Macri e a deixá-lo governar durante os próximos quatro anos. Não se pronunciou contra o golpe nos órgãos reguladores dos meios de comunicações, dando as costas para uma grande mobilização que aconteceu na segunda-feira (14) contra esse golpe.

Essa força social de 700 mil pessoas expressa a existência de um processo popular anti-macrista e a força social com que podemos derrotar a ascensão da direita. Existe uma crise política no interior do peronismo, com A Câmpora e as Mães da Praça de Maio marchando contra Macri, e com Scioli pactuando com a direita. Essas são as condições poliicas para lutar por uma frente única anti-Macri. Por isso, exigimos de Cristina que não traia a confiança do povo anti-macrista e anti-ajuste e rechace qualquer acordo com o PRO.

A frente de esquerda, adaptada ao macrismo

A possibilidade de colocar em pé uma frente única anti-Macri é improvável por causa da política de adaptação da Frente de Esquerda (FIT) à ascensão da direita. Jorge Altamira, dirigente do Partido Operário (PO) e da FIT, pronunciou-se explicitamente contra a frente anti-macrista em seu discurso de encerramento do picnic de fim de ano do PO. Embora tenha denunciado o estado de exceção, Altamira não denuncia os golpes de Estado que Macri já está impondo.

Por isso os deputados do PO compareceram à posse de Macri, apesar de ocorrer no marco de um golpe judicial. Isto se dá no marco de que Altamira se dobrou ao golpismo no Brasil e acusou de “esquerdas instáveis” aos que chamam a enfrentar a ascensão da direita na Venezuela. Pretende desenvolver-se a partir da derrota do nacionalismo e da centro-esquerda nas mãos da direita, replicando a orientação histórica do morenismo e levando adiante seu próprio “terceiro período”. O PO deu um salto de qualidade à direita com esse plano.

A Esquerda Socialista (UIT-CI, vinculado à corrente de Babá no Brasil), festejou diretamente o voto no Macri como um “voto castigo contra o kirchnerismo”. O PTS (FT-CI, vinculado à LER-QI) sustenta uma orientação filo-kirchnerista ao não denunciar o pacto Macri-Scioli, ao rechaçar a frente única anti-Macri, ao propor uma orientação sindicalista e ultra-esquerdista de enfrentar o ajuste da direita simplesmente pela coordenação das lutas contra o ajuste. Não à toa, o PTS não foi ao juramento de Macri (como Cristina), mas rechaçou marchar no dia 10 de desemproo contra sua posse (como Cristina).

Desta forma, temos uma Frente de Esquerda com grande potencial, dado que Nicolás del Caño, da FIT, foi o único candidato a presidente do País que rechaçou sentar-se para entrar em um acordo com Macri no dia 11 de dezembro. E que desperdiça esse potencial por suas tendências cruzadas de se adaptar à direita e aos pactos do kirchnerismo com essa direita. A TPR marchou, tanto no dia 10 de dezembro contra a posse de Macri, quanto no dia 14 junto com milhares de pessoas contra a intervenção do PRO nos meios de comunicação. É necessário agrupar todos os lutadores para defender a Frente de Esquerda contra o macrismo.

17 de dezembro: abaixo o golpismo macrista!

Dentro de poucos dias será o 14º aniversário da rebelião popular de 19 e 20 de dezembro de 2001. A maioria da esquerda marchará dizendo que “o ajuste de Macri aprofunda herança do kirchnerismo”. Colocam um sinal de igual entre macrismo e kirchnerismo, e rechaçam defender a perspectiva estratégica de apostar em um novo argentinaço contra Macri, sobre a base de isolá-lo e boicotá-lo.

Dão as costas à experiência da classe operária argentina: na cidade de Córdoba, uma das principais do País, o sindicato dos trabalhadores municipais encabeça uma multisetorial de luta contra a política privatizante do governo macrista local. Nesta multisetorial contra a direita participamos a TPR, o kirchnerismo e a Frente de Esquerda. E, mais importante ainda, desconhecem a experiência da Frente Brasil Popular, uma frente entre partidos, sindicatos e organizações populares, que impulsionaa as mobilizações contra o golpismo. A tendência à frente única anti-Macri está inscrita na luta dos trabalhadores da Argentina e da América Latina.

[BRASIL] INTERVENCIÓN DE JUAN MARINO EN EL ACTO DEL FRENTE BRASIL POPULAR CONTRA EL IMPEACHMENT


martes, 15 de diciembre de 2015

[FRENTE DE IZQUIERDA] "EL PTS ES PTK PORQUE NO ES CONSECUENTEMENTE ANTI-MACRISTA" (CHRISTIAN ARMENTEROS)

Como TPR saludamos fuertemente que el PTS haya dado quórum junto a los K y Progresistas contra boicot parlamentario de la derecha el 26 de noviembre, que Myriam Bregman del PTS no haya asistido a la asunción de Macri y que Nicolás Del Caño no haya suscrito el pacto con Macri, lo cual lo destaca como una alternativa política anti-Macri a diferencia de todo el resto de los candidatos presidenciales.

Dicho esto, que es lo más importante porque lo fundamental es combatir al macrismo, nuestra crítica al PTS por PTK sigue intacta. El tema es que desde el PO y el PTS siempre lo vieron como una chicana, no como una crítica política con eje en la situación política. Los ejemplos son varios e ilustrativos, cada paso que el PTS da contra Macri es siguiendo la sombra del kirchnerismo y no como parte de una confrontación con los K para exigirles que rompan con Macri y boicoteen consecuentemente al gobierno ajustador de derecha. Por eso el PTS no le reclama a Cristina Fernández de Kirchner (con todas las letras) que denuncie y rompa el pacto Scioli-Macri.

Esta orientación filo-K, a su vez, se ve en otros casos concretos: 

- El PTS no va a la sesión del Congreso pero no marcha contra Macri el 10D ni denuncia a Cristina por haber levantado la marcha. 

- En la misma linea, el PTK no dice nada de la judicialización a Hebe ni se solidarizó con ella, en línea con el propio kirchnerismo, que no la defendió. 

- Al mismo tiempo, Del Caño no se reúne con Macri pero no critica a Scioli por haberse reunido. De hecho, Del Caño dijo textualmente que “no tiene ninguna objeción personal con Macri”. O sea, que está muy preocupado en no pelearse personalmente con el presidente o los otros candidatos. Esto, repito, no sólo es una adaptación a Macri sino al propio Scioli que “se lleva bien personalmente con Macri”.

- Frente a los 3 golpes de Estado que ya hizo Macri (golpe judicial contra Cristina para que asuma Pinedo; golpe judicial contra el memorándum con Irán, en vez de llevar el debate al Congreso; golpe mediante los DNU contra AFSCA y AFTIC), Del Caño no dice nada ni critica al kirchnerismo por no combatirlos consecuentemente. El PTS es filo-K porque acompaña las capitulaciones del kirchnerismo ante el golpismo de la derecha.

jueves, 10 de diciembre de 2015

[10D] SALUDO DE JOSÉ PORRETTI (MOV. 20 DE DIC., CHACO) A LA MARCHA CONVOCADA POR LA TPR PARA REPUDIAR ASUNCIÓN DE MACRI

Desde la provincia de Chaco saludo la marcha convocada hoy, 10 de diciembre, para repudiar la asunción de Mauricio Macri. Saludo también la determinación de la TPR, la única organización que hasta el momento ha convocado a movilizar hoy contra el macrismo. Que Cristina y La Cámpora hayan levantado su concentración del día de hoy solamente muestra su vocación irrefrenable de capitulación ante la derecha. Mientras tanto, el FIT se encuentra paralizado, dividido por dos líneas, una de adaptación al macrismo y otra al kirchnerismo, dejando huérfana a la clase obrera que lucha ante el ascenso de la derecha. Esa orfandad debe ser combatida mediante una lucha política por un frente único anti-Macri, un plan de lucha y la huelga general, que necesariamente debe estar encabezada por el Frente de Izquierda y los Trabajadores. 

José Porretti,
Coordinador del Movimiento 20 de Diciembre

miércoles, 2 de diciembre de 2015

[SITUACIÓN POLÍTICA] PATRIA GRANDE: SECTARISMO ADAPTADO A MACRI (JUAN MARINO)

Patria Grande ha publicado un artículo de Itai Hagman titulado “La izquierda popular frente a la nueva etapa” (http://patriagrande.org.ar/slider/l...). Establece la táctica de dicha organización ante el proceso político abierto por el triunfo de Macri en el ballotage. Su planteo se puede resumir a la siguiente caracterización: sectarismo adaptado a Macri.

Itaí afirma que “El objetivo es ganar (...) Ganarle el gobierno a la nueva derecha del PRO-Cambiemos. Que sea dentro de cuatro, ocho o más años dependerá de diversas variables, muchas de las cuales no controlamos”. Para ello propone, en la conclusión, lo siguiente: “ PATRIA GRANDE en su último Plenario Nacional de Delegados y Delegadas definió como orientación fundamental para la etapa la búsqueda de una confluencia con lo mejor del proceso político argentino desde el 2001 hasta aquí. La mayor parte se expresa en la militancia y la base social del kirchnerismo (...) ¿Qué tipo de oposición y alternativa presentaremos al macrismo? ¿Será una versión más moderada del FPV liderada por el sector más conservador del PJ? ¿O será una nueva plataforma política nacida de la confluencia de lo mejor del kirchnerismo con la izquierda a la que no le da lo mismo?”.

[SITUACIÓN POLÍTICA] LA MITAD DEL PAÍS VOTÓ CONTRA MACRI: ¡NINGÚN PACTO CON EL PRO!


jueves, 26 de noviembre de 2015

[COMUNICADOS] ENCUENTRO MEMORIA VERDAD Y JUSTICIA: "EN RESPUESTA AL EDITORIAL DEL DIARIO LA NACIÓN"

No es venganza

Se trata de memoria, verdad y justicia

Asamblea de trabajadores del diario repudió el editorial 
Aún no terminó el recuento definitivo de votos y ya, desde las columnas editoriales de los voceros del poder económico más concentrado y entreguista, claman por “no más venganza”. Así llaman a la búsqueda de memoria, verdad y justicia por las responsabilidades políticas y materiales del terrorismo de estado, intentando retornar a la impunidad de la obediencia debida, el punto final y los indultos, aludiendo a una supuesta verdad ‘incompleta’.

Hay una verdad completa, que la historia y nuestro pueblo ya saldaron.

La verdad completa es que el terrorismo de estado significó la brutal represión, racional y planificada contra nuestro pueblo y que tiene un nombre preciso: genocidio. Genocidio que impuso la desaparición de hombres, mujeres, jóvenes , niños, para sembrar el terror y que tuvo como objetivo aniquilar el amplísimo movimiento obrero y popular que se proponía conseguir profundas transformaciones en la Argentina. Por esto se buscó destruir todas las formas de organización de los trabajadores y el pueblo.

lunes, 23 de noviembre de 2015

[BALLOTAGE 2015] MANIFIESTO POLÍTICO DE LA TPR AL PUEBLO ANTI-MACRISTA Y ANTI-AJUSTE

MANIFIESTO POLÍTICO DE LA TPR AL PUEBLO ANTI-MACRISTA Y ANTI-AJUSTE

Frente Único Anti-Macri: la TPR propone una política para derrotar el ascenso de la derecha

“La mitad del país votó contra Macri. Respetar la voluntad popular es rechazar cualquier pacto con el PRO y ganar las calles contra la derecha”

Contra la ‘unidad nacional’, el ‘pacto social’ y el ‘pacto Macri-Scioli’, llamamos a Scioli y Cristina a no traicionar el contundente mandato popular anti-macrista que se expresó en las urnas


DESDE LA TPR, DESAUTORIZAMOS EL TRIUNFO DE MACRI: NO CONSIGUIÓ LOS VOTOS NECESARIOS COMO PARA PODER GOBERNAR CONTRA EL PUEBLO

Antes de distribuir responsabilidades sobre por qué ha llegado a la presidencia un reaccionario ajustador derechista y pro-imperialista como Mauricio Macri, nuestra tarea como izquierda revolucionaria es desautorizar el triunfo del PRO y convocar activamente a todas las fuerzas anti-macristas, en primer lugar al kirchnerismo y su candidato presidencial Daniel Scioli, a no transar con el PRO. Para derrotar a Macri, tenemos que dar una lucha política por el balance del ballotage, desautorizando cualquier exageración impresionista que le atribuya más legitimidad al PRO de la que realmente tiene.

martes, 17 de noviembre de 2015

[VOTO EN BLANCO] POSICIÓN DE COB LA BRECHA DE CARA AL BALOTAJE

Agradecemos a los compañeros de la Coordinadora de Organizaciones de Base La Brecha por permitirnos reproducir la siguiente declaración.

El próximo 22 de noviembre, por primera vez en la historia de nuestro país se definirá el nuevo presidente por medio de un balotaje. Luego de 12 años de gobierno del FPV, la sucesión presidencial se da en un complejo panorama, signado por la difícil situación económica y un agotamiento de la experiencia política del kirchnerismo como fuerza gobernante. Desde COB La Brecha compartimos algunas reflexiones y nuestro posicionamiento sobre este tema que atraviesa las discusiones cotidianas en todos los ámbitos sociales en nuestro país.

El primer elemento novedoso brindado por las elecciones del 25 de octubre es el importante ascenso de Cambiemos, que logró reagrupar detrás de la figura de Mauricio Macri a distintas fuerzas políticas en una alternativa conservadora con posibilidad de alcanzar la presidencia. Esto es un nuevo síntoma que confirma lo que venimos señalando desde antes de octubre: el corrimiento general hacia la derecha del escenario político y sus correspondientes modificaciones en la hegemonía ejercida sobre el pueblo trabajador y otros sectores oprimidos. La elección de Scioli como candidato del oficialismo ya manifestaba meses atrás la reorientación conservadora del proceso de recambio presidencial y un cierre del ciclo político del kirchnerismo hacia la derecha, un proceso que no es aislado, sino que puede rastrearse en su larga década en el poder (2003-2015).

DE ESCENARIOS Y CARACTERIZACIONES DE UN FIN DE CICLO

El kirchnerismo, como fenómeno que emerge luego de la rebelión de 2001, supo combinar tres elementos: la reconstitución de la legitimidad de las instituciones del Estado, el relanzamiento de la acumulación capitalista y una gran adhesión popular. La relativa recuperación de los niveles de empleo, salariales y ciertos derechos laborales y sociales no pueden comprenderse sin el aumento extraordinario de las tasas de ganancia, a partir de un cambio de signo respecto del modelo económico. Un modelo basado en la industria extractiva, en la explotación de los bienes comunes (como la minería, el petróleo) y la extensión de la soja. En esta larga década la economía argentina se concentró y extranjerizó a niveles altísimos, mostrando la fragilidad de la recuperación que experimentamos lxs trabajadorxs en nuestras condiciones de vida. Así es que, a partir de la crisis internacional y las dificultades del comercio exterior, especialmente la caída del precio de las materias primas que se exportan, la variante de ajuste fuimos, nuevamente, lxs laburantes. Las respuestas a la creciente conflictividad social fueron, cada vez más, mayor represión y, cada vez menos, la negociación.

Este año vimos la agudización de estas limitaciones económicas, cuyo principal síntoma es la falta de divisas, que las alternativas patronales pretenden cubrir con nueva deuda y/o la devaluación del peso. La necesidad de disminuir el déficit fiscal augura recortes a las políticas sociales y aumentos de tarifas. Incluso el gobierno en los últimos dos años avanzó en ese camino, devaluando y endeudándose. Esta situación es producto de su política económica, que no modificó en 12 años las limitaciones estructurales de la economía argentina. El fin de ciclo, entonces, se expresa como el agotamiento del modelo económico kirchnerista, abriendo también las puertas al agotamiento de su experiencia política.

En ese marco, y sobre todo a partir de las elecciones legislativas del 2013, el kirchnerismo tomó distintos elementos programáticos de su oposición por derecha (por ejemplo la creación de policías comunales), preparando el giro conservador de todo el escenario político.

[SITUACIÓN POLÍTICA] INFORME: "NINGÚN AJUSTE, POR LA HUELGA GENERAL Y UN FRENTE ÚNICO ANTI-MACRI" (JUAN MARINO)


domingo, 15 de noviembre de 2015

[BRASIL] APOYO A LA CAMPAÑA DE LA TPR: "NEM MACRI, NEM SCIOLI: ENFRENTAR A DIREITA E DENUNCIAR A CAPITULAÇÃO DO NACIONALISMO"

Nem Macri, nem Scioli: enfrentar a direita e denunciar a capitulação do nacionalismo

Acontece hoje, na Argentina, o debate eleitoral entre os dois candidatos que concorre no segundo turno. De um lado o candidato do governo de Cristina Kirchner, Daniel Scioli, que no primeiro turno das eleições teve uma vitória apertada contra seu concorrente de direita, o ex-prefeito da cidade de Buenos Aires, Mauricio Macri, que disparou nas expectativas de votos e ameaça vencer o segundo turno. Macri concentra os votos da direita e se transformou na esperança do imperialismo e dos setores reacionários de acabar com a "era kirchnerista". 

O cenário politico é muito diferente do de 2011 com Cristina Kirchner. Scioli, que representa um setor direitista do peronismo, não consegue emplacar sua candidatura na província de Buenos Aires que há anos se manteve sob controle kirchnerista isso por causa da favorável conjuntura econômica do pais. Agora com o aprofundamento da crise capitalista, aberta em 2008, quem capitaliza os votos da província é o candidato com discurso "anti-kirchnerista". 

jueves, 5 de noviembre de 2015

[BALLOTAGE 2015] POLÉMICA TPR-PATRIA GRANDE POR EL VOTO DE LA IZQUIERDA (JUAN MARINO)

Comunicado de Prensa de la TPR
Miércoles 4 de noviembre de 2015

Contra la conferencia de prensa en el Bauen que llama a votar a Scioli, llamamos a desarrollar una conferencia electoral de la izquierda y los luchadores por el voto en blanco

POLÉMICA TPR-PATRIA GRANDE POR EL VOTO DE LA IZQUIERDA EN EL BALLOTAGE

La declaración de Patria Grande titulada “No da lo mismo: Derrotemos a Macri”, donde llaman a votar a Scioli, fue el preludio a la presentación de un acuerdo político junto a distintas organizaciones kirchneristas (Seamos Libres, Partido Comunista, Partido de la Liberación), al cual se ha sumado también Quebracho y Camino de los Libres. Dichas organizaciones se presentan como “de izquierda” y realizarán una conferencia de prensa el día de mañana para defender el voto a Scioli. Se trata de un operativo contra la campaña de la izquierda por el voto en blanco. C5N ha presentado a Itaí Hagman de Patria Grande como “la izquierda que no vota en blanco y se la juega”, en el programa de Gustavo Sylvestre. De esta forma, buscan arrastrar a los luchadores que se identifican con la izquierda detrás del voto al sciolismo.

Desde la Tendencia Piquetera Revolucionaria (TPR) queremos responder a esta campaña dejando bien en claro, en primer lugar, que la izquierda llama a votar en blanco y que, por el contrario, Patria Grande se ha sumado a un operativo de organizaciones kirchneristas (que abandonaron el campo de la izquierda) a favor de un candidato derechista, pro-imperialista y anti-popular.

miércoles, 4 de noviembre de 2015

[VOTO EN BLANCO] "ARGENTINA: ALGUNAS PREVISIONES" (GUILLERMO ALMEYRA)

Agradecemos al compañero Guillermo Almeyra, histórico militante de la izquierda argentina e internacional, actualmente periodista en La Jornada (México) por permitirnos publicar el siguiente artículo.

ARGENTINA: ALGUNAS PREVISIONES

Advierto que, como el resto de los mortales, no tengo la bola de cristal: me baso en la experiencia para tratar de prever lo que sucederá después del 22 de noviembre en Argentina. Dicho esto, me arriesgo.

Daniel Scioli, nacionalista derechista, y Mauricio Macri, candidato de la derecha proimperialista y oligárquica, son iguales sólo en el sentido que establece el diccionario: “pertenecientes a la misma clase o sector social” y “semejantes” y tienen el mismo origen peronista menemista y propuestas similares .

Pero, aunque sus políticas sean idénticas en lo fundamental (la aplicación disciplinada de lo que exige el capital financiero internacional, la reducción de los salarios reales y de los ingresos de los trabajadores y, ante sus posibles resistencias, el recurso a la represión), en las formas y tiempos difieren. Por ejemplo, Macri plantea pagar de inmediato a los fondos buitres los ocho mil millones de dólares que éstos exigen (y que abrirán el camino a otras extorsiones aún mayores) y Scioli propone en cambio pagar pero pidiendo una quita del 15-20 por ciento y plazos; Macri haría una devaluación inmediata del 40 por ciento, Scioli piensa en cambio devaluar inmediatamente un 20 por ciento y el resto más tarde; Macri ni piensa en el Mercosur y en UNASUR y en la integración sudamericana, a diferencia de Scioli, aunque no podrá prescindir de las relaciones económicas, sobre todo con Brasil, que es el segundo socio comercial de Argentina; por último, Macri dice que los derechos humanos “son un curro” (una estafa) y no está de acuerdo con el encarcelamiento de los genocidas militares, mientras Scioli defiende los procesos contra ellos. Además, la composición de la Cámara de Diputados, en la que ni Macri ni Scioli tienen mayoría absoluta, obligará a cualquiera de los dos a largas negociaciones y compromisos podridos y de patas muy cortas.

miércoles, 28 de octubre de 2015

[CHACO] DECLARACIÓN DEL EMVyJ FRENTE AL ASESINATO DE ÁNGEL VERÓN

FRENTE AL ASESINATO DE ÁNGEL VERÓN EN CHACO

El 24 de septiembre la organización MTD ("no al desalojo"), se movilizo en la ruta nacional 11 km 997 (provincia del Chaco) para reclamar a las autoridades locales, la entrega de becas y herramientas las cuales se utilizarían en la construcción de viviendas acordadas en reuniones realizadas con el gobierno de Capitanich.

Sin orden judicial se monto un operativo policial con el fin de liberar la ruta, logrado el objetivo comenzó una persecución a los manifestantes por parte de las fuerzas de seguridad, hiriendo a varios de ellos, como resultado de esta feroz represión detuvieron a Ángel Verón quien fue golpeado, pateado y castigado a culatazos sobre la parte abdominal, en un campo cercano a la ruta.

Debido a las heridas recibidas por la golpiza se reabrieron las suturas realizadas tiempo atrás, producto de una delicada operación, en ese marco Ángel fue internado en el hospital zonal de Resistencia, permaneciendo esposado a la cama y con guardia policial.

El cuadro se complicó debido a la desconsideración hospitalaria, que irradio el cuadro de infección en las heridas producidas por la policía, Ángel Verón falleció el lunes 19 de Octubre.

Estamos frente a otro caso de muerte como consecuencia de la represión a la protesta popular, ​respaldada e impulsada por el gobierno provincial ​que justifica y protege al aparato policial chaqueño​.​

Repudiamos la muerte del dirigente Ángel Verón y exigimos juicio y castigo a los responsables políticos y materiales de la represión, persecución y torturas ocurridas en la ruta 11, durante esa jornada.

ENCUENTRO MEMORIA VERDAD Y JUSTICIA





lunes, 26 de octubre de 2015

RESULTADOS ELECTORALES FIT - COMPARATIVO 2011, 2013 y 2015 (CHRISTIAN ARMENTEROS)

“ELIGE TU PROPIA AVENTURA” PARA VER LA REALIDAD U OCULTAR EL FRACASO DEL FIT POR EL ASCENSO DE LA DERECHA

2011 - 527.237 - 2,46% 2013 - 1.379.991 - 5,84% (creció 161%) 2015 - 798.031 - 3,27% (disminuyó 57% respecto a 2013 y creció 51% respecto 2011) 2015 - Diputados - 1.000.000 - 4,09% (disminuyó 27,54% y creció 89% respecto 2011)

GENERALES 2011-2015: ASCENSO DE LA DERECHA Y RETROCESO K-PROGRESISTA

2011 - Macri no se presentó, FAP sacó 10% y el Kirchnerismo sacó 50%.
2015 - 1- Macri ganó (porque logró el Ballotage con 36% K contra 34% Cambiemos) // 2- el Kirchnerismo retrocedió 14% (porque pasó de 50% a 36%) // 3- FAP no se presentó y Stolbizer quedó 5ta con 2,54% (menos que Carrió en 2011 - 3,22%).

FUENTES: 


Christian Armenteros

ELECCIONES 2015: CRÍTICA A LOS COMENTARIOS DE ALTAMIRA Y PITROLA FRENTE AL ASCENSO DE LA DERECHA (JUAN MARINO)


1. Festejar como Pitrola la derrota del asesino de Kosteki y Santillán sin denunciar que fue a manos de la asesina del Indoamericano es sencillamente adaptación a la derecha.

2. En esa misma línea de adaptación a la derecha, Altamira reivindica los votos a Macri contra Scioli como votos "progresistas", no como una "tendencia a derecha". Vuelve a su tesis de que los votos a Lousteau fueron un fenómeno progresivo contra Larreta. Con esa tesis, no impulsó una campaña frentista por el voto en blanco en la Capital Federal. ¿Anticipa liquidación a la campaña por el voto en blanco en el ballotage porque lo llevaría a chocar con la "base progresista de Macri" que vota contra Scioli?

3. Llamamos a romper con tanta adaptación a la derecha. Si el fracaso del kirchnerismo lo capitaliza la derecha, es una derrota de la izquierda. Tenemos que enfrentar el ascenso de la derecha e impedir la sciolización del movimiento popular. Expresiones como las de Altamira y Pitrola no sirven para ese objetivo. Lo que sirve es una campaña unitaria de la izquierda por un millón de votos en blanco en el ballotage presidencial de 2015 diciendo: Ni Macri ni Scioli.

Juan Marino

martes, 25 de agosto de 2015

[COMUNICADOS] #TUCUMANAZO: ¡FUERA ALPEROVICH! LA DERECHA ES CÓMPLICE

Comunicado de Prensa de la TPR
Martes, 25 de agosto de 2015


Después de hacer fraude, el gobierno de Alperovich reprime la protesta popular. Libertad a Pepe Kobak, dirigente del Polo Obrero de Los Ralos en Tucumán y militante del Partido Obrero.


#TUCUMANAZO: ¡FUERA ALPEROVICH! LA DERECHA ES CÓMPLICE


Marchemos a la Casa de Tucumán - HOY - 14hs - Suipacha 140